Sentir o coração acelerado ou batendo forte assusta, mas na maioria das vezes tem explicação e tratamento. Entender a causa é o que traz tranquilidade.
Sentir o coração acelerado ou batendo forte assusta, mas na maioria das vezes tem explicação e tratamento. Entender a causa é o que traz tranquilidade.
Sentir o coração acelerado, com palpitação ou aquela sensação de que o coração vai sair pela boca, é uma das queixas mais comuns no consultório de cardiologia e merece atenção mesmo quando acontece de vez em quando. Muita gente acha que é só ansiedade, estresse, café em excesso ou noite mal dormida e deixa para depois, mas o coração batendo rápido pode ter várias origens e só uma avaliação completa consegue diferenciar o que é emocional do que é arritmia cardíaca. Entre as causas cardíacas mais frequentes estão arritmia, alterações da tireoide, pressão alta e desidratação, que podem vir acompanhadas de falta de ar, tontura e dor no peito. Além disso, causas muito comuns como crise de ansiedade, consumo de energéticos, álcool e alguns remédios também aceleram o coração e imitam os mesmos sintomas.
Por isso, diante de palpitações frequentes, é fundamental fazer uma avaliação cardiológica completa com eletrocardiograma (ECG), Holter 24 horas e ecocardiograma para ter um diagnóstico seguro e rápido.
A palpitação é a sensação de perceber o próprio batimento cardíaco. Pode ser um coração batendo rápido, forte, ou com falhas e pausas. As causas mais comuns no dia a dia são ansiedade, estresse, cafeína em excesso, energéticos, pouca água e noite mal dormida. Mas também pode ser arritmia cardíaca, anemia, alteração de tireoide e pressão alta. Quando o coração acelera do nada, sem esforço, ou acelera e desacelera sozinho, a investigação cardiológica é obrigatória.
Você deve procurar pronto-socorro se o coração acelerado vier com dor no peito, falta de ar forte, desmaio, tontura intensa, suor frio ou se a palpitação durar mais de 15 minutos e não passar com repouso. Outro sinal de alerta é quando a frequência passa de 150 batimentos por minuto em repouso ou quando a palpitação acontece durante atividade física leve.
Na ansiedade, o coração acelerado costuma vir junto com respiração curta, formigamento nas mãos, tremor e sensação de angústia, e melhora quando você se acalma. Na arritmia, a palpitação começa de repente, como um interruptor ligando e desligando, pode vir com tontura e não tem relação com o que você está pensando. Como os sintomas são muito parecidos, nunca assuma que é só emocional sem antes descartar arritmia com ECG e Holter 24 horas.
O exame inicial é o eletrocardiograma (ECG), que mostra o ritmo do coração na hora. Mas como a arritmia nem sempre aparece no consultório, o cardiologista pode pedir Holter 24 horas ou 48 horas para gravar seus batimentos por um dia inteiro, ecocardiograma com Doppler para ver a estrutura do coração e MAPA 24 horas se tiver pressão alta. Em muitos casos um check-up cardiológico já resolve.
FAQ - Dúvidas frequentes sobre coração acelerado
Pode ser um sinal de alerta, mas nem sempre é infarto. Quando o coração acelerado vem com falta de ar, tontura e dor no peito, pode indicar arritmia ou sobrecarga do coração e precisa de avaliação imediata. Na ansiedade também acontece, porém vem com respiração curta e formigamento. Se for a primeira vez, procure pronto-socorro com ECG.
Pare o que está fazendo, sente-se, respire fundo e devagar pelo nariz e solte pela boca. Não tome remédio por conta própria. Meça sua pressão se possível e veja se tem falta de ar ou tontura. Se a palpitação durar mais de 15 minutos, vier com dor no peito ou desmaio, vá ao pronto-socorro. Anote quanto tempo durou e o que estava fazendo, isso ajuda muito o cardiologista.
Pode acontecer e geralmente não é do coração. Refeições muito grandes, ricas em açúcar ou cafeína, e refluxo podem causar coração acelerado depois de comer. Mas se isso for frequente, vier com queimação forte ou o coração disparar acima de 120 batimentos, pode ser arritmia ou alteração da tireoide e precisa investigar com Holter 24 horas e exames de sangue.
Vários remédios podem acelerar. Os mais comuns são descongestionantes nasais com pseudoefedrina, remédios para asma, alguns antidepressivos, remédios para tireoide em dose alta e energéticos com cafeína. Excesso de álcool e drogas também causam palpitação. Nunca pare o remédio sozinho, leve a lista para o cardiologista avaliar e peça um eletrocardiograma.
Se o seu coração acelera com pouco esforço, como subir um lance de escada ou caminhar devagar, e demora para voltar ao normal, pode indicar descondicionamento, anemia, tireoide alterada ou problema cardíaco. Quando vem com falta de ar e cansaço desproporcional, é sinal de alerta e precisa de teste ergométrico e ecocardiograma.
Aquela sensação do coração dar uma falhada, um pulo ou uma paradinha são as chamadas extrassístoles. De vez em quando, em pessoas sem doença cardíaca, pode ser normal, principalmente com estresse e cafeína. Mas se as falhas forem frequentes, várias vezes ao dia, ou vierem em sequência com tontura, pode ser arritmia e precisa de Holter 24 horas.
Todo mundo pode ter coração acelerado por ansiedade, susto ou exercício, e isso é normal quando passa rápido. A arritmia é quando o ritmo elétrico do coração fica desorganizado: o coração dispara do nada, acima de 150 bpm, para de repente, ou fica muito irregular. Só o eletrocardiograma (ECG) e o Holter conseguem confirmar se é só aceleração normal ou arritmia mesmo.
Cada caso é avaliado de forma individual pelo médico cardiologista, que indicará a técnica, exames, procedimentos mais adequados de acordo com as características do coração, sintomas e fatores de risco de cada paciente, sempre priorizando a segurança, a eficácia e os melhores resultados para a saúde vascular.